Participantes: Alcyr Neves, Lúcio Neves, Igor Carvalho Neves, Antonio Carlos Neves (Carlinhos), Weslem Neves, Alex Neves, Almir Neves, George Jardim e Paulo Paz.



Período: 15/03 a 31/03/2010
Objetivo: Rio de Janeiro X Cuiabá (deslocamento);
Cuibá X Juína – MT – BR 163 e ...;
Juina X Guatá – (3 fronteiras) – MT ( Rio Madeirinha) – BR 174 e ...; (Aventura);
Rio Madeirinha X Guariba X Conselvam - MT, Ji-Paraná – RO – BR 174 e ... (Aventura);
JI-Paraná - RO X Cuiabá – MT – BR 364 (deslocamento);
Cuiabá – MT X Rio de Janeiro – RJ (deslocamento).
Objetivo (frustrado) - Ji-Paraná – RO X KM 150 – AM – Rod. Do Estanho e BR 230 (Aventura);
Km 150 X Humaitá, Labria – AM – Rod. 230 (Aventura);
Labria X Manaus – AM – Rod. 230 (Aventura);
Manaus – AM X Apuí – PA - BR 230 (Aventura);
Apuí X Rurópolis – AM – BR 230 (Aventura);
Rurópolis – PA X Cuiabá – MT – BR 163 (Aventura);
KM percorrido: 8.500, sendo 1.500 em entrada de chão.
Estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Pará, Amazonas e Rondônia;
Carros utilizados: 01 Mitsubsh L200, 01 Mitsubsh
Triton e 01 Toyota Hilux;
Rodovias de aventura: Juína X Guata (03 fronteiras) - MT - BR 374, Guariba – MT X Ji-Paraná – RO;
Obs.: Parte final com aproximadamente 100 Km, do Rio Roosevelt ao Rio Madeirinha (há 14 Km de Guata – MT), em estrada completamente abandonada e de grande dificuldade. Fomos obrigados a acampar por 04 noites.



15/03 às 05:45
Saída – Casimiro de Abreu:
Passando por Niterói para pegar 01integrante (Lúcio)
Devido a grande engarrafamento na Rod. Niterói X Manilha e Contorno este pequeno trecho foi percorrido com 01 hora a mais q o normal.
Parada para almoço em Atibaia - SP. Percurso sem problemas, exceto um dos carros que errou acesso para Rod. Anhanguera provocando pequeno atraso e perda de 40 Km.
Obs.: A pedido de alguns participantes, desviamos rota em aproximadamente 100 Km para pernoitar em Ribeirão Preto e conhecer a Choperia/restaurante “Pingüim”, o que foi muito agradável. Chegada a Ribeirão Preto: 18:00 h.




16/03 – 07 h.
Saída – Ribeirão Preto
Obs.:
Nas proximidades de Barretos uma pedra provocou trinca no pára-brisa da L200;
Após Ituiutaba (MG) deparamos com trecho de estrada com +- 100 Km muito ruim e ainda com chuva, porém sem incidentes.
Chegada para pernoite em Alto Araguaia - MT.
Obs.: Região onde se deu a “guerrilha do Araguaia”
17/03 – 07:45 h.
Saída – Alto Araguaia
Neste trecho começa grande fluxo de carretas, em razão do transporte de grãos, comum na região.
Como os carros estavam equipados com rádio PX, Almir Neves resolveu matar a saudade e conversar com alguns caminhoneiros, o que foi muito útil, vez que indicaram atalhos e pudemos reduzir Km e evitar transito mais pesado.
Parada para almoço em Campo Verde (MT).
Obs.: Cidade nova, com ótima infraestrutura e em plena expansão. Resultado do crescimento agrícola da região (grãos).
Para evitar transito mais pesado (na direção de Cuiabá – MT) seguimos pela Chapada dos Guimarães, com parada para fotos e assim contornamos Cuiabá.
Obs: Na descida da serra da Chapada existe uma curva acentuada com um paredão (barro) muito próximo, com várias peças de carro (aro de farol, lanterna, frisos, etc), indicando ser comum acidentes nesta curva.
Parada em Barra do Bugre (MT) para lanche.
Chegada a Tangará da Serra as 18:30 h.






18/03 – 08:15
Saída – Tangará da Serra sentido Juína.
Percorremos a maior chapada do Brasil (Chapada do Itamarati), com vasta lavoura de milho, soja, algodão, girassol, cana, etc.
Curiosidade: Uma reta de aproximadamente 220 KM ladeada por plantações e gigantescos silos, porém com pouco transito (entressafra).
Cruzamos a cidade “Campo Novo do Parecis”.
Chegada a Juína as 16:00 h.
Cidade com ótima infraestrutura (40.000 habitantes) e muito próspera.
Como havia uma concessionária Mitsubish 02 caminhonetes passaram por revisão, momento em que, por indicação da loja, foi instalado protetor de Carter mais resistente, em razão das dificuldades que eram previstas para frente.
Obs.: Atendimento Mitisubish de ótima qualidade, especialmente “Mário”
Obs.: A partir de Juína passamos a percorrer estradas de terra.






19/03 – 09:00 h.
Saída – Juína
Durante a noite choveu bastante e na saída o tempo indicava que teríamos muita chuva, portanto, com fortes emoções.
Deparamos com várias pontes recentemente arrumadas.
Encontramos uma comitiva de 1.200 bois e segundo seu líder, Benedito, estavam há 60 dias na estrada e ainda levariam mais 30.
+- 100 Km de Juína encontramos o 1º grande atoleiro (20 carretas e 03 ônibus). Tivemos q esperar algum tempo, até liberação da estrada.
Embora sem atoleiro que nos impedisse de prosseguir, a estrada é de péssima qualidade. Em um trecho percorremos apenas 30 Km em 1:30 h. Tal situação impediu chegada a Colniza (MT) neste dia, pois começava a anoitecer e não é seguro trafegar a noite em razão do nosso desconhecimento sobre a estrada e principalmente seu estado.
Paramos para tomar informação e resolvemos pernoitar em pequeno povoado, “Tutilandia” pertencente a Aripuanã. Embora muito simples fomos otimamente atendidos pela família Junior. Prepararam janta e local para dormida.
Obs.: Neste local, um pouco mais tarde encontramos casal (meia idade) percorrendo 1.100 Km de moto, de Comodoro – RO a Colniza – MT). Como não havia mais espaço para acomoda-los, emprestamos uma rede para que a Sra. Pudesse dormir.
Obs.: Apesar da precariedade do local, não havia mosquito e o atendimento compensava o desconforto.















20/03 – 07:30 h.
Saída – Tutilandia, sentido Colniza
Logo 10 Km à frente deparamos com o 1º obstáculo: Uma carreta carregada de madeira, tombada em um rio. A ponte quebrou. Improvisamos pranchas de madeira e conseguimos passar. A informação dava conta que somente em 5 dias a ponte estaria arrumada e assim liberado trafego de caminhão e ônibus.
2º obstáculo: Em uma subida/descida várias carretas atoladas sendo puxadas por outras que dispunham de melhores equipamentos (tração, etc.);
3º obstáculo: Em razão de muita chuva, um trator de esteira puxava várias carretas em uma subida.
Em seguida percorremos longo trecho com densa mata, provavelmente uma reserva.
A partir de Colniza e sentido Guariba a estrada piorou muito e levamos 07:00 h. para percorrer 150 Km.
Chegada a Guariba para pernoite as 20:00 h.
Logo na chegada e após resolvermos dormida em um hotel (03 irmãos), fomos orientados a evitar transitar na cidade, pois havia acontecido um crime envolvendo 02 policiais e o clima era de grande revolta. Preferimos evitar risco e lanchamos no hotel (pizza).
Em conversa com algumas pessoas fomos informados que dificilmente conseguiríamos chegar ao fim da estrada que percorríamos (374), pois com as chuvas vários rios estavam muito acima do leito normal.
Nota: Levando em conta o padrão da região, este hotel, dirigido por uma família capixaba, foi o ponto alto. Excelente atendimento e café da manhã de 1ª (pão, biscoito, salgados, doces, geléias). Tudo caseiro e feito pela dona do hotel).














21/03 – 09:00 h.
Saída – Guariba, sentido Rio Roosevelt.
60 Km de estrada regular. Vários pontos com água transpondo a estrada, porém sem retenção.
Chegada ao Rio Roosevelt as 13:00 h.
Depois de muita conversa com alguns ribeirinhos uma Sra. (Angela) se dispôs a preparar nosso almoço. Não havia comércio com tal disponibilidade.
Pretendíamos cruzar o rio, porém como tínhamos que passar pela sede de uma fazenda do outro lado e o fazendeiro (Sr. Joaquim) não estava e com o avançar da hora resolvemos pernoitar. Como não havia melhor alternativa montamos acampamento (1º). Neste local conhecemos e recebemos apoio do Sr. Wagner dono de pequeno comércio.
Passamos grande dificuldade em razão da grande quantidade de mosquito (pium), que não dava trégua e picava até por cima de repelente, óleo, etc.
Em vários momentos ouvíamos gritos de macacos (Barbados). Pelo tipo de grito que bradava, um senhor falou que indicava chuva e em pouco tempo começou a chover.
No final da tarde o Sr. Joaquim chegou e depois de algum papo ofereceu acomodação na fazenda, do outro lado do rio. Embora tenha insistido e se mostrado muito gentil, as barracas já estavam montadas, agradecemos e permanecemos ali. Neste dia fomos (Lúcio, Alex e Acyr) até a fazenda, apenas para conhecer.
No dia seguinte o Sr. Joaquim viajaria e ficaria fora quatro dias. Por essa razão chamou seu administrador para nos apresentar e colocou a fazenda a disposição, caso resolvêssemos ficar.
À noite, diante da falta de melhor alternativa, lanchamos (café e biscoito).
22/03 – 08:00 h.
Saída – Rio Roosevelt
A travessia do rio é feita por balsa, em operação muito lenta, causando grande preocupação. O rio muito cheio provocava muita correnteza e logo abaixo (+- 100 metros) havia uma cachoeira (muitas pedras).
Permanecemos na sede da fazenda por umas 03 horas, arrumamos a carga e em seguida tivemos um lanche oferecido pelo Sr. Joaquim.
Logo que saímos e ainda próximo à sede da fazenda deparamos com grande alagamento (uns 300 metros) e de grande profundidade. Fomos orientados pelo pião da fazenda a contornar e seguir pelo pasto, sob sua condução, abrindo diversas porteiras e indicando as melhores alternativas.
Na seqüência, por se tratar de região/estrada de baixíssima utilização, deparamos com inúmeros trechos com erosão, pinguelas precárias, água transpondo a estrada e em muitas oportunidades só era possível seguir com orientação externa (guia).
Percorridos 20 Km deparasmos com um rio de +- 25 metros muito cheio e a pinguela incompleta. Trabalhamos duros por +- 3 horas na sua arrumação. O que facilitou foi a grande quantidade de madeira disponível nas proximidades (dentro do rio). Na primeira tentativa, a Triton escorregou de uma madeira deslocada pela força da água, momento em que percebemos que o rio havia subido muito e coberto parte signitifativa da pinguela, o que aumentava em muito o risco na sua transposição. Decidimos aguardar baixar o nível no rio e assim fomos obrigados a montar acampamento. Como a área é muito preservada e de mata fechada, montamos as barracas no meio da estrada. Ao anoitecer começou chover e ventar com grande intensidade, trazendo grande preocupação, em razão da proximidade de árvores muito altas, além do ataque dos mosquitos e outros insetos (momento muito difícil).
Pela manhã, após nosso primeiro café em acampamento, constatarmos que a pinguela precisava ser refeita/melhorada, vez que a força do rio deslocou e carregou várias madeiras, entretanto, o rio se apresentava em um nível bem mais tranqüilo.
23/03 – 11 h.
Saída – Rio (25 metros)
Tudo ok, começamos a travessia, momento de muito tensão, pela longa distancia e principalmente em razão de os pneus passarem no limite de algumas madeiras.
Obs. Considerando que as larguras dos carros são diferentes (10 cm), o trabalho de preparação das pinguelas era aumentado e as manobras igualmente.
Toda a operação levou em torno de 4 horas.
Seguindo e no momento que preparávamos outra pinguela, de média dificuldade, encontramos duas moças em uma mota fazendo o sentido contrário, de Ji-Paraná para Colniza. Longa distancia, quase toda em estrada de chão. Informaram ter dormido precariamente na mata (barraca) e estariam indo buscar uma criança, filha de uma delas e voltariam pelo mesmo caminho (muito curioso). Nesta pinguela o grupo ajudou passar a moto.
Através delas soubemos mais detalhes sobre a árvore caída. Tiveram que passar a moto deitada, pois a altura do chão era bem pequena.
Na seqüência deparamos com uma árvore caída no meio da estrada. Como não consideramos as diversas recomendações no sentido de carregar um motoserra a solução foi trabalhar duro com um machado, facão, etc. e puxar, com os carros, as peças cortadas. Tarefa que levou 2 horas. Merece destaque a performance de Carlinhos Neves e Almir Neves (no machado), sendo que e este pruduziu cena hilária ao cortar um galho que se apoiava, resultando em queda pitoresca.
Na seqüência encontramos outra árvore caída, porém se tratava de uma gigante, com +- 3 metros de “rodo”, além de obstruir 100 % da estrada, avançava muito para as laterais.
Depois de examinar a situação concluímos que a única alternativa seria um desvio pela mata, entretanto, com o avançar da hora resolvemos montar acampamento e preparar o jantar.
O local, talvez o mais inóspito até o momento, estrada muito estreita, mata densa e árvores altas, muito próximo, córrego com pouca água e principalmente muito mosquito. Noite sem fim. Dormir, muito pouco, e só por conta do cansaço extremo. Considerado por todos a pior noite em termos de desconforto.
Pela manhã (6 h.), utilizando, machado, foice, enxada, facão, etc., iniciamos a abertura da trilha (desvio), além de preparar o acesso, pois na lateral da estrada havia vala e barranco ao entrar na mata. Igor e Lúcio com menor habilidade para tais tarefas se encarregaram do apoio, com abastecimento de água, fotos, etc.
Uma grande preocupação na utilização do desvio era o risco de furar pneu em pontas de pau, pois o equipamento disponível e utilizado era muito precário e rudimentar. Felizmente nada de ruim aconteceu.
A operação levou 5 horas.
24/03 – 11 h.
Saída – Árvore (gigante)
Um pouco antes da árvore havia uma pinguela que também foi arrumada.
Superado este grande obstáculo e logo a 100 metros havia uma curva e grande erosão, deixando pouco espaço para passagem em uma lateral. Fizemos uma pinguela para um lado do carro, entretanto, o terreno da outra lateral que parecia adequando surpreendeu e atolou a L 200, sendo puxada pela Triton. Depois de 05 tentativas, que resultou na quebra do pára-choque, resolvemos passar pela erosão, para tanto, foi construída uma pinguela. Como não havia madeira disponível nas proximidades, foi necessário desfazer a pinguela do rio anterior (local do acampamento) e puxar com a Triton, utilizando +- 100 metros de corda, pois no caminho havia a tal árvore gigante. Operação que tomou mais 3 horas.
Na seqüência, mais 20 km, chegamos ao rio Madeirinha, às 16 horas, distante uns 14 km de um dos nossos destinos (Guatá-MT) e de onde seguiríamos para a BR 230 (Transamazônica). Acontece que o rio Madeirinha estava 5 metros acima do normal e a ponte estava totalmente coberta. Não há balsa operando neste ponto. Cruzamos o rio em pequeno barco para lanchar (só havia mortadela e refrigerante) e obter informações. Depois de conversar com locais, davam conta que a previsão otimista de baixar o nível e possibilitar passagem de carro levaria +- 10 dias e um gerente de garimpo, gentilmente ofereceu pouso em uma fazenda nas proximidades. Mais uma vez o mosquito atormentava e acelerou nossa decisão de voltar.
Destaque: I - O trecho com apenas 90 Km foi percorrido em 03 dias, com 02 pernoites (acampamentos);
Destaque II – Foram arrumadas, melhoradas ou construídas 18 pinguelas.
O contorno deste obstáculo, considerando alguns atalhos, teria +- 500 km, de estradas precárias, desertas e de muitos obstáculos.
Resolvemos voltar e percorridos 30 km encontramos com um grupo liderado por Sergio Holanda em 05 carros (caminhonete, Troller e giip). Falaram estar em nosso rastro. A partir daí fizemos grande comboio, passando novamente pelas pinguelas, porém grande parte à noite. Compartilhando fotos, informações diversas, ajuda mútua, etc. Fizemos também um grande acampamento, ainda no trecho de 90 km, em local sugerido pelo Sergio. O mesmo que haviam parado em noite anterior. Local amplo, descampado e bem mais seguro.
25/03 – 08 h.
Saída – Acampamento (conjunto com grupo – Sergio Holanda)
Continuamos em comboio dividindo as tarefas de reforço das pinguelas e em 03 trechos de muita dificuldades alguns carros atolaram e foram puxados.
Ao aproximar da fazenda do Sr. Joaquim, o grande alagamento encontrado anteriormente, havia diminuído um pouco, assim resolvemos passar pela água, o que produziu grande emoção, vez que na maioria dos carros a água se aproximou do capô, gerando belas fotos.
Chegando de volta a sede da fazenda aproveitamos para novamente arrumar / ordenar os carros e compartilhar fotos, enquanto aguardávamos a balsa que estava atracada do outro lado. Mais uma vez, embora o Sr. Joaquim ausente, seu administrador foi muito gentil disponibilizando acomodação, sanitário e ainda oferecendo lanche, com peixe que acabara de pescar (gente da melhor qualidade).
Na seqüência cruzamos novamente o rio Roosevelt e seguimos em direção a Guariba, chegando por volta das 18 h. e combinamos jantar com todo grupo.
Após acerto com hotel e banho nos dirigimos ao local do jantar, comida farta e de boa qualidade, momento de confraternização dos dois grupos, com fotos, troca de e-mail, tel., etc. além participação do Sr. Joaquim (fazendeiro) que retornava de seu compromisso fora da região.
26/03 – 11 h.
Saída – Guariba
Mais uma vez fomos otimamente atendidos pela família do hotel três irmãos e o café da manhã, como da outra vez, de excelente qualidade.
Como permanecia nosso propósito de chegar a transamazônica e a alternativa de contornar a região era de muitos km, conversando com locais, nos indicaram atalho por estrada privada (fazenda) onde reduziríamos +- 200 km e assim seguimos e a 40 km de Guariba, após autorização do administrador, Sr. Gaúcho (muito gentil), entramos na fazenda “Condomínio Vespor”, com 42.000 ha. e 40 km de estrada. Como a propriedade explora madeira no sistema de manejo, é muito preservada, como se fosse uma reserva e a estrada é bem cuidada. Durante a travessia pudemos ver vários animais, como, anta, porco do mato, mutum, capivara e muitas outras aves. Contou o Gaúcho ser muito comum a aparição de onça. Não tivemos tanta sorte, porém foi ótimo trecho.
Terminada a travessia, por volta das 16 h. e como a distancia para outro destino com melhor infraestrutura era muito grande (380 km) e com estrada precária, resolvemos parar, almoçar e pernoitar em pequeno distrito, chamado “Conselvam” (distrito de Aripuanã - MT). Este lugarejo com avenida central ampla, porém sem calçamento, já viveu melhore momento por conta da exploração da madeira na região, o que não mais acontece e hoje passa por grande dificuldade. Maior parte das casas comerciais está fechada.
27/03 – 07 h.
Saída – Conselvam
Após 20 km, mais uma vez cruzamos outra fazenda gigante, com pagamento de pedágio, totalmente deserta, exceto uma grande serraria em funcionamento. Esta além da extração de madeira (manejo) cria gado para corte, em larga escala. Assim alterna grande área de mata e grande pastagem.
Curiosidade: Neste trecho, encontramos um motoqueiro com o pneu dianteiro da moto furado e com muita destreza conseguia conduzir a moto.
Percorremos longo trecho (100 km +-) sem avistar qualquer pessoa, o que foi um problema, pois tivemos alguns pontos (cruzamentos) sem que tivéssemos certeza do caminho. Depois de muitos km e tempo avistamos uma sede de fazenda com sinal de ocupação e aí nos certificamos do caminho.
Seguindo em direção a Ji-paraná, faltando +- 100 km a estrada piorou muito e começamos a encontrar grandes atoleiros com vários caminhões atolados e em um deles, já escuro, uma carreta carregada de madeira ao ser puxado por outro, quebrou a transmissão. Foi preciso aguardar muito tempo até chegada de um trator para rebocar. Nesta espera, como não havíamos almoçado, improvisamos lanche, com muito trabalho, pois foi necessário desamarrar a carga de um dos carros.
Obs.: Parte do suprimento havia estragado (ovo) e com o balanço do carro, quebrou e sujou várias coisas, inclusive roupa dentro das bolsas. Ao desmontar bagagem, no hotel, várias coisas foram descartadas (jogada fora), inclusive bolsas de viagem, por conta do desconforto com o odor.
Chegada a Ji-Paraná por volta das 22 h.
Obs. Novamente encontramos o motoqueiro anteriormente citado e em condições ainda mais precária. Percorreu mais de 200 Km com o pneu furado.
Um dos carros indicava quebra da homocinética e para seguir, considerando a precariedade das estradas, precisava ser consertado. Como era sábado, á noite, teríamos que aguardar até 2ª feira.
Em razão das dificuldades até então encontradas, percorrendo pequenos trechos em longo tempo, avaliamos e chegamos a conclusão que só concluiríamos o percurso, com transamazônica (BR 230) e Santarém X Cuiabá (BR 163), por volta do dia 10/04 (no RJ), mesmo assim sem qualquer outro incidente. Como alguns membros do grupo não dispunham deste tempo, com muita frustração resolvemos interromper a expedição e a partir de Ji-Paraná, já em asfalto, começamos o retorno ao Rio de Janeiro, com o compromisso de voltar no ano seguinte para concluir a expedição.
Chegada ao Rio de Janeiro em 31/03/2010, a 20:00 h.
Abril/2010.